Brasil

Bem-Vindo

Rafael Lima Eu sou Rafael Lima, administrador focado em gestão de desenvolvimento de software e desenvolvedor desde 1997. Gosto de trabalhar com empreendedorismo focado em inovação.

Hoje eu trabalho gerenciando equipes e gerando informação para investidores em tecnologia.

06 dezembro 2009 ~ 8 Comentários, deixe o seu »

Empretec, eu fiz!

Mesmo que você não tenha feito o Empretec, pode ler este post, pois não revelo nada sobre a metodologia.

Uma semana se passou do seminário Empretec que participei e meu ritmo continua acelerado. Quem me acompanha no Twitter já sabe que eu fiz o Empretec e ficou sabendo da minha evolução.

Segundo a definição do Sebrae, realizador do Empretec no Brasil, o EMPRETEC é um seminário que tem por objetivo desenvolver, nos participantes, características de comportamentos empreendedores. O programa foi desenvolvido pela ONU – Organização das Nações Unidas visando o fortalecimento destas características empreendedoras. O participante deverá primeiro identificar seu potencial empreendedor e verificar quais são seus pontos fortes e fracos.

Eu não posso falar sobre o seminário em si, todos os participantes assinam um termo de compromisso de sigilo sobre a metodologia e além disso, falar o que acontece, estragaria por completo o seminário para você, caso queira fazer.

O que eu posso dizer é que, se você busca empreender, seja na empresa onde trabalha ou com sua(s) própria(s) empresa(s), faça o Empretec!

Este seminário é uma oportunidade ímpar de você crescer e entender todos os seus pontos fracos e fortes como empreendedor. Eu já me conhecia bastante, isso ficou evidente pra mim durante o seminário, mas se conhecer não basta, eu precisava de um empurrãozinho para mudar meu comportamento na prática.

Durante o seminário recebi alguns feedbacks positivos e depois dele, já tive algumas reuniões em que me disseram que eu parecia ser “um outro Rafael”.

Se você deseja fazer o Empretec, seguem algumas dicas:

  • Prepare-se, escolha uma data que você não tenha compromissos e que você possa ter o tempo livre;
  • Pense bem antes de se inscrever, o Empretec só pode ser feito uma vez na vida e depois de iniciar você não pode voltar atrás;
  • Escolha um Sebrae perto da sua casa ou arrume um lugar para ficar durante o seminário, próximo do Sebrae (eu fiz isso e foi fundamental);
  • Converse com marido, esposa e filhos antes de começar para deixar bem claro que você não poderá dar a atenção que eles merecem durante o seminário;
  • Deixe bem claro na empresa onde trabalha, que você não estará disponível neste período e que poderá resolver qualquer problema somente após retornar;
  • Se possível, marque suas férias no período do Empretec de forma que você tenha tempo livre após o seminário para descançar e refletir sobre sua vida.

Eu estou muito feliz de ter feito o Empretec neste momento da minha vida e de ter aproveitado bastante. Particularmente, eu finalizei com uma sensação de dever cumprido. Foi uma sensação que eu vou lembrar pro resto da vida.

Eu agradeço esse momento aos meus pais que, pela educação que me deram, possibilitaram que eu chegasse aonde estou, aos dois principais facilitadores, Almeirão e Joaquim, que me fizeram parar para refletir me dizendo a coisa certa no momento certo, aos facilitadores Mauro, Francisco e Carloman, que me passaram diversas informações úteis e me ajudaram bastante durante o seminário e por fim, a todos os empretecos da minha turma, pois seus exemplos foram fundamentais para meu aprendizado.

Agora é olhar pra frente e colocar em prática tudo que aprendemos e vivenciamos.

Um abraço e até a próxima.

07 novembro 2009 ~ 4 Comentários, deixe o seu »

Bootstrapping de Aplicações Web no Ceará on Rails 2009

Esses últimos três dias foram muito loucos pra mim. Uma sequência de acontecimentos resultou em um final de semana bem interessante, pelo menos até agora.

Tudo começou quando eu coloquei no ar, na noite de quinta-feira (05/11/09), o site do Cobre Grátis, uma nova aplicação web que estou lançando. Na sexta-feira de manhã o Tapajós me ligou dizendo que teve um problema pessoal e que não poderia realizar a palestra sobre CouchDB no Ceará On Rails e me perguntando se eu gostaria de ir no lugar dele.

Eu gostaria de agradecer imensamente ao Tapa por ter lembrado de mim e ter feito o convite. Gostaria também de deixar um grande abraço e vibração positiva para que fique tudo bem em relação ao problema que ele teve.

Voltando ao dia de sexta-feira, depois de alguns telefonemas, fechamos a minha vinda para o Ceará On Rails por volta das 12:00h. A partir daí foi uma loucura. Depois do dia de trabalho normal na Myfreecomm, fui pra casa me arrumar e ir para o aeroporto. Meu voô era 1:25h da manhã de sábado.

Quando estava com a mala arrumada e sentei para começar a pensar na palestra, faltavam 30 minutos para eu sair de casa e ir para o aeroporto. É claro que não deu pra fazer nada!

Chegando no aeroporto fiz o check-in e comecei a preparar a palestra, foram duas horas, com uma pequena interrupção para um doido que pediu para comprar uma passagem pela internet no meu laptop.

Fiz o que pude até a hora do embarque, por volta das 2:00h da manhã. Cheguei no hotel em Natal umas 5:00h e fui dormir. No dia seguinte acordei por volta das 8:00h e fui fazendo a palestra nos momentos que davam até o último minuto, literalmente.

[...]

05 novembro 2009 ~ 6 Comentários, deixe o seu »

A importância da escolha das palavras certas no desenvolvimento de sistemas

Estamos desenvolvendo na Myfreecomm um sistema de cobrança que está ficando muito interessante. Ele irá resolver um problema real e trará muita conveniência no dia-a-dia das empresas que realizam cobrança com integração com os bancos.

O sistema está quase pronto e estamos neste momento definindo aqueles detalhes que fazem toda a diferença.

A concepção foi baseada em um fluxo único de uso, de forma que os itens de menu contemplassem as ações que o usuário irá realizar, como se o sistema todos fosse um grande wizard. As páginas acessórias são acessadas apenas por links contextuais. Não temos menu e submenu, nem breadcrumb. E te digo, fazer o sistema assim é um desafio!

A interface ficou bem simples, sem muitas opções e com links no lugar certo e na hora certa. Quando fazemos sistemas deste gênero as palavras e termos utilizados nos itens de menu, nos títulos e nos links são muito importantes. É preciso que o usuário consiga se situar de forma rápida e entenda o que irá acontecer a cada clique.

O Allan é o responsável por fazer com que o sistema seja entendido pelos usuários. Ele está escrevendo o manual, pensando em que lugares existirão links para o manual, quais são os pontos que podem gerar dúvidas, etc. E nesse processo ele está revendo os termos utilizados a todo momento. Inclusive nas interações chegamos a perceber e incluir na histórias novos status para determinada entidade e tudo.

Hoje ele levantou uma bola que gerou uma discussão muito saudável. Uma das ações do usuário no sistema é juntar várias cobranças para que elas sejam enviadas para o sistema do banco. Até hoje, o termos utilizado para esse conjunto de cobranças era Remessa. Tínhamos termos tais como: Preparar Remessa, Enviar Remessa, Remessas Pendentes e Remessas Enviadas.

A questão levantada foi: “Não deveria ser Lote ao invés de Remessa?”

A conclusão imediata depois de um rápido brainstorm foi de que tanto faz, afinal dá no mesmo, lote e remessa são a mesma coisa. Bem, depois de muita conversa e esclarecimento sobre entidades, estados, tempos, etc chegamos a uma opinião diferente.

Buscamos definições de lote e remessa no Google, depois fomos aos dicionários priberam e Aurélio. Mais alguns minutos de discussão e desenho foram neecessários para concluirmos que Remessa é algo que foi enviado, ou seja, que já passou pelo processo de envio. Se existe algo que pode ser remetido, mas ainda não o foi, isso não pode ser chamado de Remessa.

Donde se concluí que  dizer “Enviar Remessa” está errado e o termo “Remessa enviada” é um pleonasmo. Se é Remessa, é por que já foi enviado.

No meio da discussão chegamos a lembrar que muitas vezes não importa o “certo” e “errado” na gramática formal e que o mais importante é o entendimento do usuário. Mas é o que eu digo, se podemos usar o correto de acordo com a gramática sem afetar o entendimento do usuário, melhor. Se, usando o termo gramaticalmente corrento, ainda assim facilitamos o entendimento do usuário, como foi o caso, melhor ainda!

Por fim decidimos usar o termo Lote ao invés de Remessa e mudaremos para “Preparar Lote”, “Enviar Lote”, “Lotes pendentes” , “Lotes enviados” e outros termos presentes na interface. Como escrevemos todo código de programação em inglês, não tivemos maiores problemas.

Essa experiência foi muito interessante, pois foi legal estudar e discutir sobre o significado destas palavras e foi incrível perceber como uma mudança simples pode ao mesmo tempo melhorar o sistema e facilitar nosso trabalho. Ficará mais fácil agora escrever o manual. É aquela velha história: Se está difícil, está errado!

Uma vez eu li um post da 37signals extamente sobre isso. Agora eu entendo perfeitamente o que eles queriam passar com o post, e é o que eu espero deixar de recado também.

A definição de termos corretos e fáceis de serem compreendidos pelo usuário é fundamental para a boa usabilidade do sistema.

Além disso, escolher as palavras certas facilita a compreensão da relação do que elas representam com o sistema como um todo.

São diversos fatores que tornam um sistema bom ou ruim, difícil ou fácil de usar e complexo ou simples. Usar palavras corretas e de simples entendimento é um fator muito importante. Às vezes parece que está tudo bom, e que as palavras estão certas e serão compreendidas, mas nem sempre é verdade.

Pense no sistema que você usa ou está desenvolvendo. Será que mudando alguns termos não ficaria muito mais fácil de usar? Você tem algum caso similar? Deixe sua história nos comentários!

Abraços e até a próxima.

04 novembro 2009 ~ Deixe seu comentário »

Comparação do processo de venda do Mac OS X, Ubuntu e Windows 7

Hoje eu entrei no site da Microsoft para comprar o Windows 7 e percebi o quanto a Microsoft é _________ (complete você mesmo nos comentários após ler o post).

Depois de comentar o caso com o pessoal na Myfreecomm, o Marcelo Guerra, designer freak em web, imediatamente entrou no site do Mac OS X e do Ubuntu para comparar. Veja a discrepância e tire suas próprias conclusões.

Lembrando que eu, usuário, entrei no site para comprar o sistema.

Ubuntu

Na primeira tela um botão grande “Download Ubuntu”…

Tela principal do Ubuntu

… na tela seguinte, fica claro o que eu devo fazer. Neste caso não é venda, mas download, ok.

Tela seguinte do Ubuntu

Mac OS X

Na primeira tela um ícone “Buy Now”…

Tela principal do Mac OS X

… na tela seguinte, a página do produto na loja on-line com preço e carrinho de compras.

Tela seguinte do Mac OS X

Windows 7

Na primeira tela um banner “Loja Virtual – Compre já o seu Windows 7″…

Tela principal Microsoft

… na tela seguinte, “PAM”!!! Um computador Vaio da loja Fast e absolutamente nada sobre o Windows 7 :)

Tela seguinte da Microsoft

Detalhe: O mesmo acontece quando você entra no site específico do Windows e clica em “Comprar” ou “Como Obter”.

Não precisa falar mais nada, né!

Abraços e até a próxima.

28 outubro 2009 ~ Deixe seu comentário »

Resumo do Projeto DDA

O projeto DDA, lançado no último dia 19, altera a maneira como o sacado (cliente que paga) recebe as cobranças realizadas pelo cedente (empressa emissora da cobrança). O objetivo do projeto é substituir o boleto bancário impresso pelo chamado boleto eletrônico.

As empresas que emitem boleto impresso, o fazem de duas maneiras. Elas mesmas imprimem e enviam o boleto diretamente ao sacado ou elas enviam para um banco um arquivo que contém as informações dos títulos para que o banco imprima e envie a cobrança.

O projeto DDA atua no segundo caso, onde as cobranças são enviadas para que o banco processe. Ao invés de imprimir o boleto e enviá-lo em meios físicos, o banco irá checar na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) se o sacado optou por receber as cobranças em meio eletrônico. Caso o sacado tenha feito o opt-in pelo DDA o banco enviará para o sistema da CIP, a cobrança em questão.

A partir desse momento os bancos os quais o sacado se registrou para receber as cobranças serão notificados e exibirão nos seus respectivos sistemas de internet banking a opção para que o pagamento seja realizado.

Você, como pessoa física ou jurídica, pode optar por receber cobranças pelo meio eletrônica no seu banco. Só preste atenção como está implementado o sistema, pois se não houver notificação por e-mail, pode ser que a cobrança chegue lá e você nem veja.

Abraços e até a próxima.

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