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Bem-Vindo

Rafael Lima Eu sou Rafael Lima, administrador focado em gestão de desenvolvimento de software e desenvolvedor desde 1997. Gosto de trabalhar com empreendedorismo focado em inovação.

Hoje eu trabalho gerenciando equipes e gerando informação para investidores em tecnologia.

05 novembro 2009 ~ 6 Comentários, deixe o seu »

A importância da escolha das palavras certas no desenvolvimento de sistemas

Estamos desenvolvendo na Myfreecomm um sistema de cobrança que está ficando muito interessante. Ele irá resolver um problema real e trará muita conveniência no dia-a-dia das empresas que realizam cobrança com integração com os bancos.

O sistema está quase pronto e estamos neste momento definindo aqueles detalhes que fazem toda a diferença.

A concepção foi baseada em um fluxo único de uso, de forma que os itens de menu contemplassem as ações que o usuário irá realizar, como se o sistema todos fosse um grande wizard. As páginas acessórias são acessadas apenas por links contextuais. Não temos menu e submenu, nem breadcrumb. E te digo, fazer o sistema assim é um desafio!

A interface ficou bem simples, sem muitas opções e com links no lugar certo e na hora certa. Quando fazemos sistemas deste gênero as palavras e termos utilizados nos itens de menu, nos títulos e nos links são muito importantes. É preciso que o usuário consiga se situar de forma rápida e entenda o que irá acontecer a cada clique.

O Allan é o responsável por fazer com que o sistema seja entendido pelos usuários. Ele está escrevendo o manual, pensando em que lugares existirão links para o manual, quais são os pontos que podem gerar dúvidas, etc. E nesse processo ele está revendo os termos utilizados a todo momento. Inclusive nas interações chegamos a perceber e incluir na histórias novos status para determinada entidade e tudo.

Hoje ele levantou uma bola que gerou uma discussão muito saudável. Uma das ações do usuário no sistema é juntar várias cobranças para que elas sejam enviadas para o sistema do banco. Até hoje, o termos utilizado para esse conjunto de cobranças era Remessa. Tínhamos termos tais como: Preparar Remessa, Enviar Remessa, Remessas Pendentes e Remessas Enviadas.

A questão levantada foi: “Não deveria ser Lote ao invés de Remessa?”

A conclusão imediata depois de um rápido brainstorm foi de que tanto faz, afinal dá no mesmo, lote e remessa são a mesma coisa. Bem, depois de muita conversa e esclarecimento sobre entidades, estados, tempos, etc chegamos a uma opinião diferente.

Buscamos definições de lote e remessa no Google, depois fomos aos dicionários priberam e Aurélio. Mais alguns minutos de discussão e desenho foram neecessários para concluirmos que Remessa é algo que foi enviado, ou seja, que já passou pelo processo de envio. Se existe algo que pode ser remetido, mas ainda não o foi, isso não pode ser chamado de Remessa.

Donde se concluí que  dizer “Enviar Remessa” está errado e o termo “Remessa enviada” é um pleonasmo. Se é Remessa, é por que já foi enviado.

No meio da discussão chegamos a lembrar que muitas vezes não importa o “certo” e “errado” na gramática formal e que o mais importante é o entendimento do usuário. Mas é o que eu digo, se podemos usar o correto de acordo com a gramática sem afetar o entendimento do usuário, melhor. Se, usando o termo gramaticalmente corrento, ainda assim facilitamos o entendimento do usuário, como foi o caso, melhor ainda!

Por fim decidimos usar o termo Lote ao invés de Remessa e mudaremos para “Preparar Lote”, “Enviar Lote”, “Lotes pendentes” , “Lotes enviados” e outros termos presentes na interface. Como escrevemos todo código de programação em inglês, não tivemos maiores problemas.

Essa experiência foi muito interessante, pois foi legal estudar e discutir sobre o significado destas palavras e foi incrível perceber como uma mudança simples pode ao mesmo tempo melhorar o sistema e facilitar nosso trabalho. Ficará mais fácil agora escrever o manual. É aquela velha história: Se está difícil, está errado!

Uma vez eu li um post da 37signals extamente sobre isso. Agora eu entendo perfeitamente o que eles queriam passar com o post, e é o que eu espero deixar de recado também.

A definição de termos corretos e fáceis de serem compreendidos pelo usuário é fundamental para a boa usabilidade do sistema.

Além disso, escolher as palavras certas facilita a compreensão da relação do que elas representam com o sistema como um todo.

São diversos fatores que tornam um sistema bom ou ruim, difícil ou fácil de usar e complexo ou simples. Usar palavras corretas e de simples entendimento é um fator muito importante. Às vezes parece que está tudo bom, e que as palavras estão certas e serão compreendidas, mas nem sempre é verdade.

Pense no sistema que você usa ou está desenvolvendo. Será que mudando alguns termos não ficaria muito mais fácil de usar? Você tem algum caso similar? Deixe sua história nos comentários!

Abraços e até a próxima.

04 novembro 2009 ~ Deixe seu comentário »

Comparação do processo de venda do Mac OS X, Ubuntu e Windows 7

Hoje eu entrei no site da Microsoft para comprar o Windows 7 e percebi o quanto a Microsoft é _________ (complete você mesmo nos comentários após ler o post).

Depois de comentar o caso com o pessoal na Myfreecomm, o Marcelo Guerra, designer freak em web, imediatamente entrou no site do Mac OS X e do Ubuntu para comparar. Veja a discrepância e tire suas próprias conclusões.

Lembrando que eu, usuário, entrei no site para comprar o sistema.

Ubuntu

Na primeira tela um botão grande “Download Ubuntu”…

Tela principal do Ubuntu

… na tela seguinte, fica claro o que eu devo fazer. Neste caso não é venda, mas download, ok.

Tela seguinte do Ubuntu

Mac OS X

Na primeira tela um ícone “Buy Now”…

Tela principal do Mac OS X

… na tela seguinte, a página do produto na loja on-line com preço e carrinho de compras.

Tela seguinte do Mac OS X

Windows 7

Na primeira tela um banner “Loja Virtual – Compre já o seu Windows 7″…

Tela principal Microsoft

… na tela seguinte, “PAM”!!! Um computador Vaio da loja Fast e absolutamente nada sobre o Windows 7 :)

Tela seguinte da Microsoft

Detalhe: O mesmo acontece quando você entra no site específico do Windows e clica em “Comprar” ou “Como Obter”.

Não precisa falar mais nada, né!

Abraços e até a próxima.

28 outubro 2009 ~ Deixe seu comentário »

Resumo do Projeto DDA

O projeto DDA, lançado no último dia 19, altera a maneira como o sacado (cliente que paga) recebe as cobranças realizadas pelo cedente (empressa emissora da cobrança). O objetivo do projeto é substituir o boleto bancário impresso pelo chamado boleto eletrônico.

As empresas que emitem boleto impresso, o fazem de duas maneiras. Elas mesmas imprimem e enviam o boleto diretamente ao sacado ou elas enviam para um banco um arquivo que contém as informações dos títulos para que o banco imprima e envie a cobrança.

O projeto DDA atua no segundo caso, onde as cobranças são enviadas para que o banco processe. Ao invés de imprimir o boleto e enviá-lo em meios físicos, o banco irá checar na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) se o sacado optou por receber as cobranças em meio eletrônico. Caso o sacado tenha feito o opt-in pelo DDA o banco enviará para o sistema da CIP, a cobrança em questão.

A partir desse momento os bancos os quais o sacado se registrou para receber as cobranças serão notificados e exibirão nos seus respectivos sistemas de internet banking a opção para que o pagamento seja realizado.

Você, como pessoa física ou jurídica, pode optar por receber cobranças pelo meio eletrônica no seu banco. Só preste atenção como está implementado o sistema, pois se não houver notificação por e-mail, pode ser que a cobrança chegue lá e você nem veja.

Abraços e até a próxima.

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19 outubro 2009 ~ Deixe seu comentário »

Casos do Zé no Rails Summit 2009

Eu já agradeci ao Akita pelo Rails Summit 2009 que foi um evento realmente muito bom. Adorei ter participado e feito a bagunça com o pessoal do Rio. As palestras foram muito boas e o saldo do evento foi bem positivo.

Eu fiz novamente a lightning talk sobre desenvolvimento de produto e Casos do Zé na Rails Summit 2009. A primeira vez foi no Oxente Rails 2009.

Seguem os slides utilizados e o vídeo feito pelo Hugo Borges.

Visualizar no Slideshare

Visualizar no Blip.tv

Agora é esperar pelo Rails Summit 2010!

Abraços e até a próxima.

29 setembro 2009 ~ 11 Comentários, deixe o seu »

Pagamento on-line no Brasil – Bancos Online

Se você possui um negócio na internet, cujo modelo de remuneração seja baseado em venda de licença ou créditos para o usuário final, você irá precisar de uma infra-estrutura de pagamento online.

Sendo uma empresa privada, aqui no Brasil, você tem as seguintes opções viáveis para recebimento de dinheiro:

  • Boleto Bancário
  • Cartão de Crédito
  • Transferência Online (integração com os bancos convencionais)
  • Serviços de Pagamento Online

Eu já falei bastante sobre recebimento por boleto bancário em um post anterior agora é a vez dos serviços de pagamento online

O que são os serviços de pagamento online ou bancos online?

Um banco online é um serviço de processamento dos pagamentos realizados pelos seus clientes nas compras de seus produtos ou serviços através da internet.

No exterior os bancos online mais famosos são PaypalGoogle Checkout.

No Brasil eu conheço o PagSeguro, Pagamento Digital e MoIP.

Ao utilizar um banco online você não precisa fechar um contrato com seu banco “convencional” para recebimento de boleto bancário, nem realizar afiliação às operadoras de cartão de crédito para cobrança por cartão.

Os bancos online brasileiros oferecem os mais variados meios de pagamentos. Se você se conecta a um banco online, você poderá receber dinheiro pelos meios de pagamento que ele oferece.

Quais as vantagens e desvantagens?

As principais vantagens são:

  • Velocidade na implementação – A burocracia de fechar uma contrato de cobrança com o banco e afiliação com as operadoras de cartão de crédito é relativamente alto quando comparado à inscrição a um banco online.
  • Facilidade de implementação – A integração com os bancos online através de api e formulários prontos é bem fácil e não requer muito tempo de desenvolvimento.
  • Sistema anti-fraude – Os bancos online já possuem sistema anti-fraude, então não é necessário realizar este controle nem contratar serviços específicos.
  • PCI Compliance – Quando você vai armazenar números de cartão de crédito, é necessário ter um compliance de segurança que aumenta os custos da sua infra-estrutura, utilizando banco online não é necessário se preocupar com isso, pois você não irá armazenar os números de cartão de crédito.
  • Manutenção – Você não precisa manter um sistema a mais somente para cuidar dos pagamentos.

As principais desvantagens são:

  • Dois cadastros – Seu cliente precisa ter ou abrir uma conta no banco online. No final das contas ele precisará se cadastrar duas vezes, uma vez no seu site e outra no banco online.
  • Processo externo – No momento que o cliente vai realizar a compra, ele é “catapultado” para o site do banco online onde coloca os dados de pagamento,  para depois retornar para o seu site. Embora possa dar segurança, fica mais difícil a venda por impulso. Não é possível solicitar os dados na sua interface e processar o pagamento internamente.
  • Dependência externa – Um dos processos mais importantes do seu negócio fica sob a responsabilidade de outra empresa e fora do seu controle. Caso haja alguma problema no sistema do banco online, você fica impossibilitado de faturar.
  • Custo – As taxas cobradas são relativamente altas por transação e dependendo do volume tornam a solução proibitiva.

Quanto vai custar o serviço de pagamento online?

Para fazer as contas de quanto o serviço vai custar, você precisa ter em mãos as seguintes informações:

a) Número de Transações Mensais – Número de compras realizadas em média por mês. Se você não tem esse número, precisa trabalhar com projeção de venda. Quantas vendas você estima que serão realizadas por mês?

b) Ticket Médio – O ticket médio é o valor médio das transações, ou seja, se você somar todas as compras realizadas e dividir pelo número de transações, você terá o ticket médio. Se você não tem esse número mas sabe que vai vender seu serviço por R$ 99,00/mês, por exemplo, esse será exatamente o valor do seu ticket médio.

c) Faturamento Mensal – O faturamento mensal é o valor bruto de todas as vendas realizadas no mês. Se você não tem esse número ainda, pode chegar a uma valor aproximado através da multiplicação do Número de Transações Mensais pelo Ticket Médio.

d) % de Venda por Método de Pagamento – Quantos % das vendas são realizadas por boleto bancário? Quantos % das vendas são realizadas por cartão de crédito? Em geral, no EmailFax, as pessoas querem usufruir do serviço logo após realizarem a compra, por conta disso 78,1% das transações pagas foram realizadas com cartão de crédito e 21,9% com boleto bancário. O boleto bancário demora dois dias para compensar e por isso o serviço não é liberado instantaneamente como ocorre com a compra realizada no cartão.

Com estes valores em mãos utilize o quadro comparativo com as taxas dos três principais bancos online do Brasil e calcule quanto você irá gastar por mês com o serviço.

Visualizar no Slideshare | Download do PDF

Considerando que:
NTM = Número de Transações Mensais
FM = Faturamento Mensal
TRT = Tarifa de recebimento por transação
RTB = Custo do Recebimento em TEF e Boletos (para o volume do Faturamento Mensal)
RTC = Custo do Recebimento em Cartão de Crédito (para o volume do Faturamento Mensal)
PVB = % venda por boleto
PVC = % venda por cartão

A formula para saber o custo (C) é basicamente a seguinte:

C = (TRT * NTM) + (RTB * PVB * FM) + (RTC * PVC * FM)

Vale a pena utilizar um banco online?

Bem, para dizer se vale a pena ou não, é necessário comparar com a outra opção que é montar uma infra-estrutura própria, mas a explicação desta outra opção fica para uma próxima oportunidade.

Considerando apenas o fator custo, posso adiantar que, se você tem um serviço com ticket médio de R$ 99/mês, uma média de 200 transações mensais e cobra apenas por boleto bancário, um banco online é mais vantajoso. Caso chegue a 500 transações começa a valer a penas pensar em uma estrutura própria.

No caso de R$ 99/mês, 500 transações e cobrança por cartão de crédito e boleto bancário, muito provavelmente uma estrutura própria é mais vantajosa.

É claro que vai depender de como você monta sua infra-estrutura própria. Estou considerando nos meus cálculos a infra-estrutura que eu montei para os serviços da BielSystems.

Caso você precise de um sistema para processar pagamentos de vendas que são feitas off-line os bancos online também não são tão bons, pois eles não permitem adaptação do processo.

Conclusão

Se você precisa implementar alguma forma de pagamento online com urgência, sem dúvida essa será a melhor opção.

Se você está comercializando uma aplicação web com venda recorrente, fatalmente precisará montar uma infra-estrutura própria.

Se o seu negócio depende da compra por impulso por parte do visitante, talvez o banco online se torne um impecilio e é interessante pensar em montar uma infra-estrutura própria.

Se o que você está montando é temporário, tal como um evento, provavelmente o banco online é uma boa, mas se é um negócio com vida longa, provavelmente vale mais a pena sair desta dependência.

Para decidir em utilizar ou não bancos online, é necessário avaliar os custos envolvidos, é necessário realizar uma análise criteriosa e cuidadosa sobre a natureza do seu negócio e as vantagens e desvantagens como as citadas no texto anteriormente.

Espero que este post tenha sido útil para esclarecer a opção dos serviços de pagamento online. Ficaria muito grato se você deixasse seu comentário aí embaixo :)

Abraços e até a próxima