Brasil

17 dezembro 2009 ~ 1 Comentário, deixe o seu »

A procura da batida perfeita – Parte 1

Na minha última palestra, no Ceará On Rails, eu tive que preparar tudo de um dia para o outro e não pude organizar melhor as idéias colocadas nos slides. Em um deles eu escrevi “A procura da batida perfeita”, no momento que eu ia falar sobre as características de uma aplicação web ideal, da maneira que eu busco.

De lá pra cá eu venho pensando sobre o termo “batida perfeita” e relacionando com os acontecimentos do dia-a-dia na minha vida.

Então me veio a pergunta: Qual seria a batida perfeita para a gestão de uma empresa de desenvolvimento de software?

Antes de responder, é bom lembrar que a batida perfeita é aquela que dá gosto de ouvir.

Respondendo a pergunta acima, na minha opinião, a batida perfeita para gestão em software, envolve em parte o seguinte:

Utilização de metodologias ágeis

Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro, seria esta: use metodologia ágeis
Os benefícios a longo prazo do uso de metodologias ágeis estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

As metodologias ágeis começaram a ter força no Brasil, neste ano de 2009. O Scrum, Lean, Kanban, XP foram as filosofias e metodologias mais faladas entre os Brasileiros. Eu estou convicto de que o agile, como é chamado pelos íntimos, é mais eficiente que as metodologias adotadas atualmente, assim como sou convicto que haverá metodologias melhores no futuro próximo. O legal é que o agile já é o primeiro passo para se aceitar mudanças com velocidade.

Fixar qualidade, negociar escopo. Preço e prazo são consequência
É muito importante que você fixe a qualidade do serviço, seja para clientes externos ou clientes internos. Negociar o escopo é chave para o sucesso de projetos de desenvolvimento de software, pois assim fica garantido que o que foi feito vai funcionar, que é um dos maiores problemas neste setor.

Entendimento do perfil do desenvolvedor
Em geral, o desenvolvedor é um funcionário um pouco diferente dos demais. Um amigo meu já disse uma vez “É mais fácil tocar uma indústria com 600 funcionários do que uma empresa de software com 10”. É claro que não passa de uma opinião, mas o que ele queria dizer é que desenvolvedores são problemáticos.

O primeiro problema que deixa qualquer gestor neurótico é o horário. Difícil fazer o Daily Meeting no horário todos os dias, não é mesmo!?

Confiar no desenvolvedor é importante, principalmente nos prazos dados. É sério, eles sabem dar prazos. Os gestores que não sabemos aceitar.

Escolha de uma tecnologia para trabalhar
Escolher um ambiente e as tecnologias para as soluções que serão desenvolvidas é indispensável. Pequenas empresas principalmente precisam fazer uma escolha e segui-la.

As opções são inúmeras, dentre elas temos: software desktop, software para Windows, aplicações para mainframe, sistemas web na plataforma Windows, sistemas Ruby on Rails, etc. Perceba que não existe um critério, você pode deixar mais abrangente dizendo desktop x web ou especificar que será só pra Windows ou usando o framework X.

Embora não seja aconselhável você se prender a uma tecnlogia, quanto mais você especificar com o que deseja trabalhar, é melhor para evitar ficar perdido e gastar energia com falsas oportunidades.

Estes foram apenas quatro pontos que estavam na minha cabeça e resolvi colocar em um post. A batida perfeita não pára por aí evidentemente. Muitos outros fatores são relevantes, inclusive aqueles que dizem respeito à programação em si.

Havendo oportunidades escreverei sobre abatida perfeita para desenvolvimento de código de programação e fatalmente falarei sobre os tópicos abaixo:

Framework, Programação orientada a testes (TDD), Deployment automatizado, Integração contínua, Controle de versão distribuído, Definição de um Commit Pattern, Ambiente de Staging, etc.

Conforme eu for descobrindo características importantes, vou escrevendo aqui. Por enquanto é só.

Abraço e até a próxima

Uma Resposta para “A procura da batida perfeita – Parte 1”

  1. Tiago Bastos 17 dezembro 2009 at 2:29 PM Permalink

    (Bons) Hackers são realmente trabalhadores diferentes, assim como pintores, sim, Graham, ou outros tipos de artistas. Eles geralmente pensam fora da caixa, na verdade eles vivem fora dela. É comum todo gerente tratar hackers como funcionários comuns mas esse é o grande erro que faz com que haja a guerra entre o Hacker e o Gerente.

    Entender a natureza da profissão e o método de produção de um Hacker é algo que ajuda bastante a criação de software, muitas empresas entenderam isso mas creio que a maioria ainda não entende.

    As metodologias ágeis são bastante atrativas para esse tipo de profissional, ela entende o contexto de um ambiente onde existe um time de bons profissionais que são bastante críticos e criativos, que adoram a agilidade e pensam que processos que enrijecem o desenvolvimento é algo que castra a criatividade e mata o que ele gosta de fazer mais, criar software.

    Eu realmente acredito em metodologias ágeis, espero que mais e mais empresas adotem e entendam a natureza da profissão para encontrarmos a “batita perfeita” e nosso país venha a criar muito mais software de qualidade.